Uma questão que me inquieta muito é se: "as vivências e aprendizagens construídas estão contribuindo na melhoria de vida de meus alunos, tornando-os mais responsáveis, auto-confiantes, solidários, críticos enfim, preparados para o exercício de sua cidadania. Durante este curso confirmei a importância de se trabalhar a família, situá-los no tempo e no espaço, como algo fundamental ao desenvolvimento do aluno e sua compreensão da realidade. E, por isso, estou buscando trabalhar a partir destas questões próximas e significativas para os meus alunos.
E, sei que tenho muito a aprender, a melhorar e a inovar. Mas quero ressaltar que, faço um grande esforço para atender as necessidades, a realidade e os interesses dos meus alunos. O trabalho não é perfeito, não tem resultado imediato, pois muitas vezes os alunos chegam até nós com lacunas, faltam noções básicas que trabalhadas adequadamente/satisfatoriamente, ou construídas em fases de desenvolvimento anteriores e então, falta a base. E, então, não adianta ficar lamentando, mas ao contrário promover atividades e vivências que ajudem os alunos superarem certas dificuldades e valorizar o crescimento de cada um.
Penso que aos poucos, lendo, corrigindo, reescrevendo, interagindo com os colegas, com a professora, que esta buscando intervir, problematizar as questões, buscar soluções, compreender a realidade, vou percebendo o crescimento de cada um, inclusive, o meu crescimento. A construção de aprendizagens é algo muito desafiador, exige mais reflexão e busca nos planejamentos, não para passar conhecimentos, mas para motivá-los a ir em busca de resposta para as questões levantadas sejam elas de interesse da turma ou não. E, enfim, não temos certeza de um resultado perfeito, mas de um processo que apesar de imperfeito, promove o crescimento e a autonomia dos nossos alunos e também o meu como ser humano e profissional.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Elaboração do jornal da Escola
A atividade de produção do Jornal da Escola, foi pensada, discutida com os alunos da turma da quarta série e no momento em que já tinhamos estabelecido os objetivos, definido algumas estratégias e organizado os grupos então, conversei com a direção e os demais professores da escola para pedir a contribuição/colaboração de todos. Tendo em vista, que o jornal irá informar o que está acontecendo na escola, toda comunidade escolar considerou uma boa ideia. Os alunos estão muito responsáveis, empenhados na realização do que ficou a seu encargo. Cada grupo esta acessando o jornal nos computadores da escola e digitando, organizando a sua parte.
O jornal esta sendo produzido lentamente, mas penso que importante é o processo experimentado/vivenciado pelos alunos que os levou a buscar informações, a se desinibir, a se organizar, cooperar uns com os outros e elaborar questões entre outras. Ao longo deste trabalho também será costruído uma síntese onde cada grupo irá relatar como foi esta experiência, suas buscas, alegrias ou frustrações e até mesmo o sentimento de ver ao final o jornal da escola produzido cooperativamente.
O que me encorajou a dar andamento ao projeto foram as aprendizagens oportunizadas em particular nos trabalhos em grupos no PA. Penso que uma experiência desafiadora provoca em nós muitos sentimentos: insegurança por ser algo desconhecido, que não está pronto e precisa ser construído, responsabilidade diante do grupo, todos precisam fazer a sua parte para que o projeto tenha sucesso, solidariedade, pois é no grupo que buscamos apoio, incentivo e auto-confiança quando conseguimos fazer algo que pensavamos ser difícil.
Justifica-se trabalhar com arquiteturas pedagógicas,“pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico” (Kerckhove, 2003).
O jornal esta sendo produzido lentamente, mas penso que importante é o processo experimentado/vivenciado pelos alunos que os levou a buscar informações, a se desinibir, a se organizar, cooperar uns com os outros e elaborar questões entre outras. Ao longo deste trabalho também será costruído uma síntese onde cada grupo irá relatar como foi esta experiência, suas buscas, alegrias ou frustrações e até mesmo o sentimento de ver ao final o jornal da escola produzido cooperativamente.
O que me encorajou a dar andamento ao projeto foram as aprendizagens oportunizadas em particular nos trabalhos em grupos no PA. Penso que uma experiência desafiadora provoca em nós muitos sentimentos: insegurança por ser algo desconhecido, que não está pronto e precisa ser construído, responsabilidade diante do grupo, todos precisam fazer a sua parte para que o projeto tenha sucesso, solidariedade, pois é no grupo que buscamos apoio, incentivo e auto-confiança quando conseguimos fazer algo que pensavamos ser difícil.
Justifica-se trabalhar com arquiteturas pedagógicas,“pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico” (Kerckhove, 2003).
Reflexão sobre o planejamento semanal
Já realizamos o planejamento em nossas escolas, temos orientações da coordenadora pedagógica , que aliás acompanha o nosso trabalho e esta sempre buscando saber como esta o processo de aprendizagem dos nossos alunos. Mas é muito bom parar para pensar sobre o próprio planejamento e verificar:
O planejamento atende as necessidade e interesses dos nossos alunos?
As atividades motivam, aguçam a curiosidade ou são simplesmente repassadas para os alunos?
Ocorre interação entre os alunos, professores e com o meio?
Tento responder à estas questões através da elaboração do planejamento, levando em conta alguns fundamentos teóricos e sua aplicação, do constante diálogo com a direção, coordenação e colegas da rede. Também estou constantemente me auto-avaliando, revendo conceitos e práticas na busca de responder estas questões que considero relevantes no processo de aprendizagem.
O planejamento atende as necessidade e interesses dos nossos alunos?
As atividades motivam, aguçam a curiosidade ou são simplesmente repassadas para os alunos?
Ocorre interação entre os alunos, professores e com o meio?
Tento responder à estas questões através da elaboração do planejamento, levando em conta alguns fundamentos teóricos e sua aplicação, do constante diálogo com a direção, coordenação e colegas da rede. Também estou constantemente me auto-avaliando, revendo conceitos e práticas na busca de responder estas questões que considero relevantes no processo de aprendizagem.
Respeitando as individualidades superando as dificuldades:
Continuo pensando, observando e refletindo muito seriamente sobre cada passo do plenejamento e este deve ser pensado visando atender os interesses e necessidades dos alunos, levando em conta os conhecimentos prévios e a realidade.O conhecimento não pode ser transmitido, simplesmente repassado para os nossos alunos, pois segundo Piaget é algo construído através de interações significativas dos alunos entre si e com o meio. A partir das minhas observações estou percebendo com muita clareza os efeitos da prática de trabalhos em grupos, que promovem a interação e daquelas que em que isto não ocorre. No trabalho em grupo, como está sendo o do projeto da elaboração do jornal da escola, por exemplo, onde cada grupo está buscando informações, fazendo as entrevistas, digitando e colaborando ativamente neste trabalho é um processo lento, mas muito produtivo. Penso que precisamos parar de querer "passar tanto conteúdo" aos nossos alunos e respeitar as etapas de desenvolvimento de cada um.
"Com certeza o planejamento é o instrumento que comptempla o sonho, o sonho que se tranforma em ação concreta assim que vai sendo executado."
Do acaso à intenção em estudos Sociais
Maria Aparecida Bergamaschi
"Com certeza o planejamento é o instrumento que comptempla o sonho, o sonho que se tranforma em ação concreta assim que vai sendo executado."
Do acaso à intenção em estudos Sociais
Maria Aparecida Bergamaschi
segunda-feira, 22 de março de 2010
ReFlexão sobre o Início do Estágio
As aulas no município de Nova Hartz começaram no dia vinte e dois de fevereiro. E estou pensando o meu estágio bem antes desta data e com algumas práticas de trabalhos cooperativos, utilizando a tecnologias disponíveis na escola. Não temos acesso a internet, mas trabalhamos com fotos, digitações, desenhos dentro de um projeto inicial que pensei para prepará-los para o trabalho com PA. Não tenho dúvidas de que o computador e suas ferramentas é muito atrativo e desafiador, por isso, aos poucos estou percebendo oportunidades e aprendendo a utilizar estas tecnologias com meus alunos, e les precisam aprender o básico, como ocorreu comigo e talvez com outras colegas do curso: digitar, formatar textos, inserir fotos, desenhar, pesquisar, que aliás será um dos nossos próximos passos. Pois será aos poucos que irão se apropriando do uso das tecnologias, desenvolvendo a cada momento a autonomia e auto-confiança.
"Quem ensina, aprende ao ensinar; quem aprende, ensina ao aprender." (Paulo Freire).
"Quem ensina, aprende ao ensinar; quem aprende, ensina ao aprender." (Paulo Freire).
quinta-feira, 4 de março de 2010
Trabalhando com Projeto de Aprendizagem
Revendo a proposta de elaboração de uma arquitetura pedagógica baseada em projeto aprendizagem, que foi construída pensado realizá-lo em uma turma de quarta série do ensino fundamental de oito anos /quinto ano do ensino fundamental de nove anos elaborei as seguintes considerações:
Justifica-se trabalhar com arquiteturas pedagógicas, que é o caso do Projeto de Aprendizagem, através do “pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico” (Kerckhove, 2003). Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos.
Introdução ao planejamento do Projeto de Aprendizagem:
Tendo em vista, a necessidade de conhecer e integrar os alunos da quarta série entre si, professores e todo ambiente escolar, bem como conhecê-los melhor, a sua realidade, necessidades cognitivas e expectativas, iniciei o ano letivo com o projeto: “valorizando a vida”. Ao meu ver este projeto está promovendo uma boa interação, retomando alguns conceitos básicos como o auto-conhecimento e valorização de suas potencialidades, resgatando a sua própria história, incentivando-os a autonomia, o respeito mútuo e a cooperação, através de vários momentos de trabalhos em grupo, como por exemplo, a confecção de cartazes coletivos sobre valores e atitudes que promovem e as que atrapalham a boa convivência, que foi elaborado pelos grupos, apresentados e ficaram expostos em sala de aula.
Pensei em iniciar o ano letivo com o projeto, valorizando a vida para prepará-los para o trabalho com PA.
Neste momento, levando em conta as Arquiteturas Pedagógicas construídas e a realidade da turma e da escola em que estão inseridas irei detalhar como pretendo trabalhar o PA.
Perfil da turma a ser construído:
Justifica-se trabalhar com arquiteturas pedagógicas, que é o caso do Projeto de Aprendizagem, através do “pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico” (Kerckhove, 2003). Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos.
Introdução ao planejamento do Projeto de Aprendizagem:
Tendo em vista, a necessidade de conhecer e integrar os alunos da quarta série entre si, professores e todo ambiente escolar, bem como conhecê-los melhor, a sua realidade, necessidades cognitivas e expectativas, iniciei o ano letivo com o projeto: “valorizando a vida”. Ao meu ver este projeto está promovendo uma boa interação, retomando alguns conceitos básicos como o auto-conhecimento e valorização de suas potencialidades, resgatando a sua própria história, incentivando-os a autonomia, o respeito mútuo e a cooperação, através de vários momentos de trabalhos em grupo, como por exemplo, a confecção de cartazes coletivos sobre valores e atitudes que promovem e as que atrapalham a boa convivência, que foi elaborado pelos grupos, apresentados e ficaram expostos em sala de aula.
Pensei em iniciar o ano letivo com o projeto, valorizando a vida para prepará-los para o trabalho com PA.
Neste momento, levando em conta as Arquiteturas Pedagógicas construídas e a realidade da turma e da escola em que estão inseridas irei detalhar como pretendo trabalhar o PA.
Perfil da turma a ser construído:
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Síntese do portfólio: desafios X aprendizagens
No dia de hoje passei algumas horas lendo e analisando a síntese do portfólio, bem como os portfólios analisados, para qualificar a síntese versão conforme comentários que as profesooras do seminário integrador me enviaram para qualificá-lo. Nestas novas interações percebi as aprendizagens que vão se processando aos poucos ao longo do curso PEAD. Sempre considerei estas análises bem desafiadoras/complexas, mas preciosas para minhas aprendizagens e igualmente importantes são para mim as intervenções das professoras neste processo.
Considero muitíssimo desafiador o trabalho do professor, e ser aluno deste curso me fez perceber isto. Precisamos estar sempre na busca de dar sentido ao trabalho que iremos realizar, ser mediadores, promovendo a construção de aprendizagens, fazendo todas as intervenções possíveis e necessárias para isto. É difícil este processo, exige comprometimento de todos, amor e dedicação.
Abaixo uma citação valiosa a este respeito:
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)
Penso que estamos sendo sujeitos desta educação e desejo que possamos ser agentes da realização desta que Piaget considera a principal meta da educação.
E me pergunto como fazer acontecer esta meta na educação?
Penso que ainda precisamos rever muitos conceitos, mas vale ressaltar que muitos de nós está comprometido e na busca de qualificação profissional, aos poucos e juntamente com toda a comunidade escolar iremos descobrindo, aprendendo e buscando soluções para as questões educacionais. Precisamos acreditar sempre que é possível mudanças e avanços.
Considero muitíssimo desafiador o trabalho do professor, e ser aluno deste curso me fez perceber isto. Precisamos estar sempre na busca de dar sentido ao trabalho que iremos realizar, ser mediadores, promovendo a construção de aprendizagens, fazendo todas as intervenções possíveis e necessárias para isto. É difícil este processo, exige comprometimento de todos, amor e dedicação.
Abaixo uma citação valiosa a este respeito:
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)
Penso que estamos sendo sujeitos desta educação e desejo que possamos ser agentes da realização desta que Piaget considera a principal meta da educação.
E me pergunto como fazer acontecer esta meta na educação?
Penso que ainda precisamos rever muitos conceitos, mas vale ressaltar que muitos de nós está comprometido e na busca de qualificação profissional, aos poucos e juntamente com toda a comunidade escolar iremos descobrindo, aprendendo e buscando soluções para as questões educacionais. Precisamos acreditar sempre que é possível mudanças e avanços.
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