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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Idéias Importantes Para o Desenvolvimento de Um Plano de Aula

Esta é parte de uma postagem minha no fórum de Linguagem E Educação. Este fórum para mim esta sendo algo bastante significativo, tendo em vista a minha preocupação com temática abordada e a necessidade de um entendimento maior a esse respeito.

\"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino\".
( Paulo Freire )

Algumas ideias dos textos trabalhados que considero importantes para o desenvolvimento de um plano de aula. Segundo Magda Soares, \"na sala de aula, na hora de a criança se alfabetizar, acontece tudo junto, todos esses aspectos estão presentes, simultaneamente.\" Penso que no momento em que estamos elaborando nosso planejamento, precisamos levar em conta \"a maneira como a criança aprende\", que segundo Piaget ocorre através de um processo de construção. Neste processo o professor deve valorizar ou promover atividades onde a oralidade, a leitura e a escrita sejam construídas simultâneamente. Outro aspecto que busco considerar é dar significado ao que está sendo trabalhado, realizando atividades a partir de alguma vivência, imagem, filme ou situação que possa motivar, despertar o interesse das crianças. Neste sentido quero ressaltar que estou aprendendo e melhorando a minha prática a partir do trabalho com projetos e tantas outras aprendizagens que estamos tendo nas várias interdisciplinas. Avaliando os meus planejamentos, percebo a necessidade de aperfeiçoá-los em muitos aspectos, sei que tenho muito a aprender e penso que estou trilhando o caminho mais coerente e buscando trabalhar a cada dia melhor.

ABAIXO OUTRA CITAÇÃO PERTINENTE:


\"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas\".

( Jean Piage
t )


[Clique aqui para responder esta mensagem]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Reflexão Sobre Métodos de Alfabetização

Sempre considerei o processo de alfabetização e letramento um grande desafio, onde o professor precisa estar aberto a acolher a pluralidade de discursos acerca dos vários métodos existentes, aproveitando o que cada um tem de melhor e fazendo uso deles conforme a necessidade e lendo o texto, "Não Há Como Alfabetizar Sem "Métodos" de Yole Trindade, pude confirmar estas minhas crenças.
"Não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita."
E, também considero a importância do professor estar constantemente avaliando os efeitos da sua prática como sugere Yole Trindade.

Simone para responder a sua provocação: "a proposta de utilizar múltiplos métodos de alfabetização é válida também para a proposta de utilizar múltiplas propostas teóricas ao mesmo tempo para pensá-la?".
Respondendo este questionamento escrevi o seguinte;
Penso que é necessário o conhecimento destas multiplas propostas teóricas para que possamos melhorar a nossa prática e necessário também levar em conta o que vai dar bons resultados, ou seja, promover interações, intervenções e construção de aprendizagens e então, nos guiaremos por determinadas teorias, não serão todas que nos ajudarão no processo de ensino aprendizagem, mas o conhecimento nos levará a perceber isto. Abraços. é isso??
2 de março de 2010 14:32

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Educação e sua Construção Histórica

Realizando o trabalho em duplas, ficou ainda mais clara o que já havíamos estudado em outros momentos do curso, segundo Jackson P.W “O que realmente se aprende em sala de aula são habilidades relacionadas com a obediência e a submissão à autoridade, através de um processo abstrato de pura memorização.”
Parece que a cultura escolar e suas fragmentações tem a ver com a alfabetização funcional que procura desenvolver as habilidades de leitura e escrita, apenas para desempenhar determinada função no mercado de trabalho, que se relacionam com os processo de fragmentação de produção na sociedade naquele momento. Havia a separação entre trabalho intelectual e manual, ou seja, aqueles que pensam e decidem e aqueles que obedecem, como exemplo, a esteira transportadora criada por Henry Ford (fordismo), que reforçou ainda mais, as políticas de desqualificação através desta mecanização.

E a partir da década de 80, inicia-se o processo de globalização das economias e a maior participação da classe trabalhadora na concepção, programação e avaliação dos resultados de suas próprias tarefas, obrigando assim, as empresas a investirem na formação profissional especializada. Inicia-se um processo de valorização do trabalho em equipe em oposição ao trabalho individual dos modelos fordistas e tayloristas.

A educação continua sendo criada, reformulada para atender a determinados interesses políticos e este processo será permanente, por isso, precisamos nos engajar a uma proposta que democratize o sistema de ensino e busque soluções coletivas para as questões educacionais do município, estado e país. Penso não haver outro modo mais eficaz para transformar, melhorar a qualidade da educação no nosso país, todos os segmentos precisam estar engajados nesta luta e nós como professores precisamos acreditar e continuar nos qualificando para que possamos contribuir e acompanhar as mudanças necessárias...
Em construção....

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Processo de Alfabetização como Letramento

Sabemos que o problema do analfabetismo é a causa do empobrecimento, discriminação, e baixa qualidade de vida de milhares e milhares de pessoas. E a escola não está conseguindo transformar isto, está trabalhando sem levar em conta a realidade, não está conseguindo ser coerente com as vivências, interesses e necessidades em relação ao uso social da leitura e da escrita, a valorização dos conhecimentos prévios,diversidade cultural de cada região no trabalho do letramento.
Entendo que o letramento, vai muito além de aquisição de signos/códigos linguísticos (alfabéticos e numéricos) do qual, as escolas se encarregam de introduzir formalmente os sujeitos, processo que leva em conta apenas as habilidades individuais necessárias apenas para seu sucesso e promoção na escola.
A escola seria a agente oficial de letramento, mas como não está conseguindo desempenhar esta função com sucesso e perde o seu sentido, acaba contrastando com a família, a igreja, a rua como lugar de trabalho que mostram orientações de um letramento diferente, de acordo com as exigências e necessidades da vida dos sujeitos.
Penso que no momento em que as escolas, através de seus profissionais de educação trabalharem a partir da realidade deste conhecimento que o sujeito traz consigo, irá dar mais sentido ao processo ensino aprendizagem.

Resposta aos comentários de linguagem

Resposta ao comentário 1:
..." é preciso destacar que a pontualidade na postagem do trabalho é um dos requisitos de avaliação. Quando precisar de ajuda ou tiver alguma dúvida, é só escrever." E sei destes requisitos mas nem sempre é possível realizar a atividade em tempo, estive com meu filho doente duas vezes em menos de duas semanas, vim um dia para o pólo e não havia conexão com a internet e consegui me conectar apenas alguns minutos e neste pouco tempo não consegui realizar atividade, tentei abrir o texto no rooda para observar novamente a atividade e responder ao comentário e não abriu, não estou conseguindo me conectar com o rooda e assim, me preocupo mas irei fazendo o que é possível, buscando entender a temáticas que estão sendo abordadas.
Gostaria de mencionar aqui o fato de que também sei que somos alunos de um curso universitário de uma universidade muito bem conceituada e me sinto uma previlegiada por isso.
Este comentário me levou a pensar nos meus alunos, na necessidade de ter calma, promover atividades de acordo com a realidade e interesses e levar em conta o ritmo de cada um no processo de construção da aprendizagem, que aliás, considero o requisito mais relevante no processo de avaliação.
Penso que precisamos ser responsáveis e pontuais no cumprimento das etapas das atividades,mas não fazer com que isso se torne algo superficial, sem promover realmente aprendizagem nem deixar que isso prejudique a nossa avaliação.
Resposta ao comentário 2:
"No seu último parágrafo, você relata que a exclusão das diferenças individuais e socioculturais possivelmente repercutem na repetência e evasão escolar. A partir disso, proponho uma reflexão: Ao se levar em consideração a alfabetização e o letramento, como poderíamos planejar e desenvolver um projeto pedagógico que trabalhasse a fim de acolher essas diferenças que prejudicam e afastam nossos alunos da escola?"
Penso que para desenvolver um projeto político pedagógico que trabalhasse no sentido de acolher as diferenças que prejudicam e afastam os nossos alunos da escola seria necessário haver mais coerência com a realidade, as vivências do povo de cada região, a valorização maior dos conhecimentos prévios, das diferenças étnicas, dos diferentes ritmos de aprendizagens, estágios de desenvovimento, da construção do conhecimento através de interações significativas, de diálogo onde a família também esteja engajada e valorizada neste processo e perceba a importância da escola, necessário também que a avaliação seja vista como um processo permanente em relação a qualidade da aprendizagem e a necessidade de melhoria da prática do professor, da escola como um todo.

Observação: Respondi aos comentários no portfólio por não conseguir acesso ao rooda e contatos

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito?

Esta reflexão me levou a perceber a necessidade da valorização da nossa cultura que é muito rica e diversificada. Também, mudanças acontecem historicamente e por isso, faz-se necessário considerar a linguagem e os grupos sociais para que sua produção tenha mais significado e valorize a multiplicidade de discursos.
O grande desafio em nossas escolas, é o de perceber as necessidades de mudanças específicas, de acordo com a realidade, direcionando o olhar para atender a pluralidade cultural existente tanto na linguagem escrita quanto na linguagem oral de nosso povo.
Infelizmente, ainda não existe a valorização do vocabulário próprio de cada região, este olhar que atenda a pluralidade cultural.
Então, os alunos encontram muitas dificuldades para construção de significados da leitura e escrita (padronizada na escola), tendo em vista que, possuem seu jeito próprio de falar, construído no meio familiar e social em que vivem e também relativo a faixa etária de cada indivíduo. Penso que este fato seja um dos grandes motivos da repetência e evasão escolar.
"A partir dessa perspectiva, o trabalho escolar poderia abrir espaço para a multiplicidade de discursos, bem como abordar, relativizando, a ques­tão do "certo" e do "errado" em linguagem, conforme vêm postulando es­tudos linguísticos cujos efeitos de sentido ainda não foram mobilizadores de novas práticas pedagógicas. Pensemos no que se diz, cotidianamente, sobre o que significa falar, ler e escrever bem. A reflexão sobre o conceito de diferença (diferenças linguísticas) ainda precisaria ''amadurecer".
Citação do texto: A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais (DALLA ZEN; TRINDADE, 2002)