terça-feira, 9 de junho de 2009

O DESENVOLVIMENTO MORAL SEGUNDO PIAGET

Para entender melhor este aspecto de formação moral, pesquisei na internet e segundo Piaget, "a criança passa por uma fase pré-moral, caracterizada pela anomia, coincidindo com o "egocentrismo" infantil e que vai até aproximadamente 4 ou 5 anos. Gradualmente, a criança vai entrando na fase da moral heterônoma e caminha gradualmente para a fase autônoma.

Na fase de anomia, natural na criança pequena, ainda no egocentrismo, não existem regras e normas.
Na medida em que a criança cresce, ela vai percebendo que o "mundo" tem suas regras. Ela descobre isso também nas brincadeiras com as criança maiores, que são úteis para ajudá-la a entrar na fase de heteronomia.

Na moralidade heretônoma, o indivíduo obedece as normas por medo da punição. Na ausência da autoridade ocorre a desordem, a indisciplina.

Na moralidade autônoma, o indivíduo adquire a consciência moral. Os deveres são cumpridos com consciência de sua necessidade e significação. Possui princípios éticos e morais. Na ausência da autoridade continua o mesmo.
O processo educativo deve conduzir a criança a sair de seu egocentrismo, natural nos primeiros anos, caracterizado pela anomia, e entrar gradualmente na heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual que é o objetivo final da educação moral.
Esse processo de descentração conduz do egocentrismo (natural na criança pequena) caracterizado pela anomia, à autonomia moral e intelectual.
As atividades de cooperação, num ambiente de respeito mútuo, embasado na afetividade, preservam do egoísmo e do orgulho, auxiliando a criança no longo processo de descentração, conduzindo-a gradativamente da heteronomia para a autonomia moral. Um ambiente de medo, autoritarismo, respeito unilateral tende a perpetuar a heteronomia.
Do egocentrismo inicial a criança, gradualmente, vai "saindo" de si mesma, ampliando sua visão de mundo e percebendo que faz parte de um todo maior.

Gradualmente, aprende a cooperar, a respeitar e a amar o próximo.

O quadro abaixo relaciona as atitudes interiores e as fases morais:

ANOMIA: bagunça, devassidão, libertinagem, dissolução.


HETERONOMIA: medo, autoritarismo, imposição, castigo, prêmio, respeito unilateral, tirania.


AUTONOMIA: cooperação, amor, respeito mútuo, afetividade, livre arbítrio, democracia reciprocidade, lei da causa e efeito."

EM OUTRA POSTAGEM FIZ UMA REFLEXÃO ACERCA DO DESENVOLVIMENTO MORAL...

A escola trabalhando a agressividade

Também fui questionada pelo tutor Gérson em relação ao que a escola pode fazer para combater atos agressivos e no momento relatei um projeto que estamos trabalhando na nossa escola sobre sentimentos. Este projeto foi pensado justamente como uma maneira de combater a ríspidez, o preconceito com que as crianças se tratam. Iniciamos com uma reflexão acerca dos sentimentos que podemos ter em nosso coração, tanto os positivos como os negativos e semanalmente trabalharemos um sentimento de acordo com as necessidades e interesses de nossos alunos. Temos o mural dos sentimentos onde serão expostos os trabalhos realizados por todas as turmas da escola, apresentações do que foi trabalhado nas turmas para integrá-las. Esta semana trabalhamos o sentimento da amizade, por exemplo, e passamos em todas as turmas levando cartinhas para os colegas com mensagens diversas, inclusive pedidos de desculpas e cantamos a música: amigo do Roberto Carlos. Foi uma experiência muito significativa, os alunos estiveram envolvidos, realizaram as atividades com entusiasmo. a reflexão acerca desses sentimentos serão retomedas sempre que se fizerem necessárias. Acredito na necessidade de uma humanização na escola acerca de valores como o respeito, a amizade, a honestidade, a valorização a si mesmo e do próximo para que tenhamos uma sociedade mais pacifica e fraterna, pois, muitas vezes a famíia não tem estrutura e muitas vezes não propicia isso aos seus filhos que se tornam vítimas de todo tipo de aprendizagens na rua.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Atividade sobre ensaio de adorno

Sabemos que, ainda hoje, acontecem muitas barbáries, existe muita violência, mas não como a que ocorreu naquela época e com certeza será através da educação, do trabalho com nossas crianças, jovens e adultos que podemos combater as condutas agressivas e perversas.
As famílias são a referência de conduta para as crianças e em alguns casos isso não acontece positivamente e o professor tem um importante papel na formação delas. Então, precisamos ter cuidado na maneira como tratamos o nosso aluno, procurar resolver os conflitos de maneira pacífica, para não sermos coniventes com a agressividade, assim, num clima de respeito, de diálogo, de cooperação podemos fazer a diferença e ajudá-lo a reforçar o que há de bom para uma convivência saudável.
Infelizmente, no mundo capitalista em que vivemos as pessoas precisam trabalhar cada vez mais e por isso as crianças estão sendo criadas praticamente sozinhas ficando em casa apenas com os irmãos e passam o dia assistindo desenhos animados televisivos nos quais as personagens utilizam a violência para conseguir os seus intentos. Poucas vezes são abordados fatos nobres tais como salvar um amigo em perigo ou para salvar o planeta. Recebem informações de acontecimentos tristes, violentos: assaltos, brigas, mortes, acidentes de trânsito, roubos, enfim, os mais variados possíveis...O poder de sedução da televisão e a capacidade de imitação das crianças formam uma cumplicidade que pode atuar perigosamente na formação cognitiva destas, porque embora haja transmissão de valores, os jovens de hoje adquirem sua identidade não só dentro da família, mas também fora dela.
É certo que a família não pode omitir-se de seu papel e atribuir aos outros agentes educativos responsabilidades na formação de seus filhos. Mas como professores sabemos que isto acontece com frequência e é nesse momento que precisamos tentar resgatar a família para que esta perceba a sua importância e responsabilidade na vida e educação de seus filhos.

Complementei esta postagem com uma nova chamada: "A escola trabalhando a agressividade"

terça-feira, 2 de junho de 2009

Estudo de caso

Na elaboração da etapa de estudo de caso com minha aluna de inclusão pude me aproximar e conhecer melhor a sua família, as suas dificuldades. Descobri que ela nasceu com paralisia em função de uma doença chamada mielomenigocele que provoca má formação causada pela falta de uma proteína no corpo da mãe, cujo nome não lembrou. Relatou que devido à doença a Fabi já teve hidrocefalia e colocou válvula no cérebro para drenar o líquido que fica depositado e que provoca fortes dores de cabeça. Fez também cirurgias da bexiga e intestino que, inclusive, não sairam como os médicos tinham previsto. Outras cirurgias terão que ser realizadas. Os riscos, no entanto, são muito grandes, pois apresenta reações a anestésicos e luvas cirúrgicas. Para entender melhor o que aconteceu com a minha aluna realizei uma pesquisa sobre a doença na internet e pude constatar que a Fabi já passou por muitos sintomas ou complicações e tratamentos decorrentes da evolução da doença.
Em relato a mãe fala do sofrimento da família a partir do momento em que foram informados da má formação de sua filha. Inclusive, da dificuldade de aceitação do problema, principalmente, por parte do pai que logo após o nascimento da menina pediu a separação. Mas ela diz que sempre cobrou a responsabilidade de pai e no momento ele está mais presente, aprendeu os procedimentos de sondagem e enema o que permite que ele possa levar a menina passar alguns finais de semana com a sua nova família. Ela também se casou novamente e tem outro filho de dois aninhos e relata que o padrasto da Fabi cuida dela com muito carinho e a considera como sua filha.
A mãe conta que é difícil ver em muitos momentos o sofrimento da sua filha sem poder ajudá-la com suas próprias mãos, pois depende da ajuda de muitos outros profissionais. Segundo ela aprende muito com a força de vontade e a esperança de vida da menina e luta para vê-la feliz. Já brigou muito para garantir um atendimento digno que acredita que a filha deve ter na área da saúde e da educação e diz que às vezes se sente cansada, mas jamais vai desistir disto enquanto ela estiver viva.
Percebi o quanto a família se sente sozinha na sua luta por dignidade para um filho portador de deficiência e o quanto precisamos estar juntos nisto, pois como professora muitas vezes tenho este mesmo sentimento. A família e a escola precisam unir forças e criar oportunidades para que todos os nossos alunos se desenvolvam em todos os aspectos e fazer com que sejam respeitados e valorizados nas suas diferenças, afinal todos temos direito de ser tratdos com igualdade mas somos diferentes...

terça-feira, 19 de maio de 2009

O aluno negro na escola

Desde o início dos trabalhos das questões étnicas me deparei com sentimentos pessoais camuflados em relação ao preconceito nas suas várias manifestações: raciais, sociais, de gênero, enfim, relacionadas as "diferenças" dos seres humanos e que com certeza para combater precisamos trazer a tona para que possa ser resolvido/superado. É uma questão muito difícil, mas que precisa ser debatida nas nossas escolas, pois, percebi que as crianças tem preconceitos em relação as diferentes etnias e isto é algo da cultura familiar, por isso, penso que devemos trabalhar essas questões étnicas no decorrer de todo o ano e não apenas nos dias ou semanas dedicados ao negro e ao índio, buscando valorizar a etnia dos alunos pois, acredito que esta sensibilização para a valorização de todas as etnias na escola é um passo muito importante para que alcancemos a igualdade e a justiça na sociedade em que vivemos.
Constatei também que esta questão étnica deve ser contemplada no Projeto Político Pedagógico no plano de estudos da escolas, para que aconteçam atividades que proporcionem momentos de reflexão e de valorização das culturas indígenas e negras e a partir disso, combater o preconceito.
Na verdade no município em que trabalho, ainda temos apenas a orientação verbal de se trabalhar esta diversidade cultural em função da criação de datas estabelecidas por lei. E, também esta questão não está presente apenas em meio aos alunos ou aos pais, mas também em meio aos professores e isso precisa ser trabalhado.
Na análise das entrevistas percebi que a influência positiva da família esta sendo decisiva para a uma auto-imagem também positiva, acreditando assim na sua capacidade de interagir e aprender como todos os outros.

De acordo com Marilene Leal Paré:"A Família,provedora de afeto"As Relações interpessoais libertadoras ou inibidoras do processo de aprender"

Constatei também as relações interpessoais com os professores na escola em que estudam, segundo relato dos entrevistados são libertadoras, motivando assim, o processo de ensino aprendizagem dos seus alunos e reforçando o trabalho dos pais e com estes aspectos favoráveis construir um projeto de vida digna, assumindo as suas responsabilidades diante da sociedade.

">span style="font-weight:bold;">É por isso, que precisamos parar de fazer vista grossa para a questão do preconceito nas escolas e tomar uma atitude e mudar esta situação de maneira consciente, engajando os pais, alunos, professores enfim, a comunidade escolar como um todo.

Deixo uma citação pertinente à reflexão:

“A educação não é um processo de adaptação do indivíduo à sociedade. O homem deve transformar a realidade [...]” (FREIRE, 1983 p.31), para que o trabalho com as questões sociais façam parte do nosso cotidiano em sala de aula. Ainda, segundo Freire “Faz parte igualmente do pensar certo a rejeição mais decidida a qualquer forma de discriminação. A prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia”. (FREIRE, 1996 p.39,40).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ações da escola contra o preconceito

Para entender o meu relato a seguir, coloquei o comentário feito pela tutora Simoni:

"Márcia, muito interessante essa tua reflexão, trazes um recorte de material da internet e, a partir dele, refletes sobre a questão do preconceito. Ao final da tua postagem, falas que uma sociedade mais justa e igualitária pode ser possível através da educação. Legal podermos pensar também em que ações concretas, promovidas pela escola, podem estar indo nessa direção. Abração, Sibicca"......
Refletindo sobre o "preconceito" percebo que estamos tendo algumas atitudes concretas para a construção desta sociedade mais justa e igualitária através da educação, quando trabalhamos as várias etnias e buscamos a valorização de todas não apenas em datas específicas, mas no decorrer de todo o ano letivo, salientando suas contribuições no desenvolvimento sócio-economico e cultural, trazendo a tona, quando trabalhamos a inclusão, a respeito as diferenças no nosso cotidiano, quando trabalhamos a valorização da mulher: mãe, trabalhadora, dona de casa, quando valorizamos o homem assumindo tarefas do cotidiano familiar, como um colaborador nas tarefas domésticas, assumindo uma postura de parceria e dando bons exemplos para os seus filhos, trazendo a família para refletir estas questões na escola, como, aconteceu sábado durante a homenagens às mães, durante palestra com uma professora e sociologa.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Refletindo sobre o preconceito

Lendo e refletindo sobre os relatos feitos no fórum sobre as questões étno-raciais, percebi o quanto o preconceito social, racial foi e ainda é algo históricamente forte e muitas vezes utilizado para demonstração de força, inteligência e poder. O preconceito existe de forma camuflada, mas felizmente, evoluimos muito e conforme artigo pesquisado na internet:
"Os trabalhos de geneticistas, antropólogos, sociólogos e outros cientistas do mundo inteiro derrubaram por terra toda e qualquer possibilidade de superioridade racial, e estes estudos culminaram com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Embora existam esforços contra a prática do racismo, esta ainda é comum a muitos povos da Terra. Uma demonstração vergonhosa para o ser humano sobre o racismo ocorreu em pleno século XX, a partir de 1948 na África do Sul, quando o apartheid manteve a população africana sob o domínio de um povo de origem européia. Este regime político racista acabou quando por pressão mundial foram convocadas as primeiras eleições para um governo multirracial de transição, em abril de 1994." É realmente vergonhoso....Mas já tivemos muitas vitórias contra o preconceito:
#Negros e índios nas universidades;
#Mulheres ocupando muitos cargos que eram exclusivamente ocupados por homens;
#Garantia dos direitos a educação para todos independente de classe social;
Entre outras.... E com certeza precisamos ir muito além, sonhar e buscar a cada momento uma sociedade mais justa e igualitária e isto só será possível através da educação.