segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Para que Planejar??

Realizando o trabalho sobre o planejamento percebi com clareza algo que, na pressa do dia-a-dia acabamos deixando de lado,ou não nos damos conta, que é a sua importância, o seu sentido para a melhoria da educação.
Penso que de fato, se queremos melhorar a qualidade do nosso trabalho precisamos tomar cada vez mais consciência do sistema como um todo e da eficácia das nossas ações para manter o sistema que de certa forma exclui muitas pessoas do processo de ensino ou do poder que a educação, o nosso trabalho pode ter para transformar esta realidade.
Então, o planejamento nos ajuda a dar intencionalidade, organizar estratégias e avaliar melhor a construção do processo de aprendizagem.
Pra desenvolver o planejamento de maneira mais eficiente é necessário compreender como ocorre o processo em cada faixa etária, para que possamos utilizar materiais concretos, lúdicos adequados e também intervir quando necessário. Nós professores não temos o mero papel de transmitir conhecimentos, já que este ocorre por meio de interações, pela construção, mas temos o importante papel de mediadores e precisamos estar preparados para promover atividades diversificadas, interações significativas para que nosso alunos façam uma boa construção de aprendizagens.

A citação abaixo esta no texto: Planejamento: em busca de caminhos
Maria Bernadette Castro Rodrigues
"Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo
de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de
ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma
série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado
final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar
sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos
documentos deles derivados"
(Gandin, 1985, p.22).

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito?

Esta reflexão me levou a perceber a necessidade da valorização da nossa cultura que é muito rica e diversificada. Também, mudanças acontecem historicamente e por isso, faz-se necessário considerar a linguagem e os grupos sociais para que sua produção tenha mais significado e valorize a multiplicidade de discursos.
O grande desafio em nossas escolas, é o de perceber as necessidades de mudanças específicas, de acordo com a realidade, direcionando o olhar para atender a pluralidade cultural existente tanto na linguagem escrita quanto na linguagem oral de nosso povo.
Infelizmente, ainda não existe a valorização do vocabulário próprio de cada região, este olhar que atenda a pluralidade cultural.
Então, os alunos encontram muitas dificuldades para construção de significados da leitura e escrita (padronizada na escola), tendo em vista que, possuem seu jeito próprio de falar, construído no meio familiar e social em que vivem e também relativo a faixa etária de cada indivíduo. Penso que este fato seja um dos grandes motivos da repetência e evasão escolar.
"A partir dessa perspectiva, o trabalho escolar poderia abrir espaço para a multiplicidade de discursos, bem como abordar, relativizando, a ques­tão do "certo" e do "errado" em linguagem, conforme vêm postulando es­tudos linguísticos cujos efeitos de sentido ainda não foram mobilizadores de novas práticas pedagógicas. Pensemos no que se diz, cotidianamente, sobre o que significa falar, ler e escrever bem. A reflexão sobre o conceito de diferença (diferenças linguísticas) ainda precisaria ''amadurecer".
Citação do texto: A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais (DALLA ZEN; TRINDADE, 2002)

Marcas pedagógicas

Durante a realização desta atividade percebi que estou num processo de mudanças, revendo conceitos, discurso e a minha prática pedagógica. E, fiquei feliz, pois nas várias tentativas que estou fazendo para inovar na construção do conhecimento, estou aprendendo muito, no curso, com meus alunos, colegas, tutoras e professores. E este processo com meus alunos esta aos poucos se tornado melhor, de mais qualidade, pois penso que já estou deixando as marcas de uma prática pedagógica que contribui para o desenvolvimento da autoestima, da autonomia, da cooperação e do respeito mútuo. Temos o grande desafio de incentivar, estimular, fazer com que os nossos alunos acreditem no poder de transformação da educação, mas para isso é necessário persistência e confiança na potencialidade de cada um. E,estou percebendo os desafios da educação como um processo social, de responsabilidade de todos, onde cada um precisa fazer a sua parte e estou empenhada em fazer o melhor, dar a minha contribuição, para que aconteçam as mudanças necessárias para a inclusão de todos, já que a educação e direito de todos.
Um dos textos que desncadeou esta reflexão foi "O Menininho de Helen Buckley e o fragamento do texto colocado na página da primeira atividade que a interdisciplina:

“Prefiro pensar que o aprendizado vem dos primeiros contatos e vivências dos mestres que por longos anos tivemos, desde o maternal. As lembranças dos mestres que tivemos podem ter sido nosso primeiro aprendizado como professores. Suas imagens nos acompanham como as primeiras aprendizagens. " Repetimos traços de nossos mestres que, por sua vez, já repetiam traços de outros mestres. Esta especificidade do processo de nossa socialização profissional nos leva a pensar em algumas marcas que carregamos. São marcas permanentes e novas, ou marcas permanentes que se renovam, que se repetem, se atualizam ou superam”.(...)
(Miguel Arroyo, Ofício de Mestre, 2002, p. 124)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Desabafo

Hoje é dia vinte e nove de junho de dois mil e nove, e já se passaram aproximadamente seis semestres deste curso de pedagogia. Que longa e desafiadora caminhada. Há poucos instantes atrás a colega Ivone e eu estávamos conversando sobre isto. Quantas aprendizagens, quantos desafios superados e que, ainda precisamos superar em relação ao uso das tecnologias, a interpretação e elaboração de textos, aos trabalhos em grupos, e a necessidade da dedicação e disponibilização de tempo necessário para aconteçam de fato, esta construção de aprendizagens promovida pelo curso através das inumeras e valiosas interações que tivemos até o momento.
Hoje eu me orgulho de dizer que após este tempo de curso tirei uma venda dos meus olhos, conheço melhor a realidade escolar, educacional e que trabalho, tenho mais segurança nas questões relacionadas ao planejamento, procuro promover a ação e interação necessárias para a construção de conhecimento dos meus alunos e estou mais crítica e participativa, dando sempre a minha contribuição, no intuito de melhor a qualidade da educação na escola e município onde trabalho.
sei que tenho muitos desafios a serem superados...sei também da importância de cada um deles para que sejamos melhores em todos os aspectos de nossa vida, seja pessoal, profissional ou de estudantes... E, por isso, Vale a pena......

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Reflexão sobre a inclusão

Independente de ter ou não deficiência física, mental, visual ou auditiva a criança tem direito assegurado por lei de estar na escola. E, também os pais não tem opção de mandar ou não os seus filhos para a escola regular, no entanto, pode optar entre mandar ou não seu filho para o atendimento educacional especializado.
Também é importante ressaltar que as crianças com necessidades especiais tem o direito de interação com outras crianças e adultos e também de terem acesso a materiais que facilitem a construção do conhecimento, de aprender dentro das suas limitações, ter garantia de acessibilidade com as várias adaptações na escola.
Confesso que antes de ter acesso a todas as aprendizagens da interdisciplina de Necessidades Especiais não era favorável à inclusão. A inclusão que nos foi mostrada, no entanto, através dos filmes e leituras, esta sim é uma verdadeira inclusão. Sou favorável.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Reflexão sobre deficiência mental

Após, assistir o filme sobre deficiência mental, percebo que é extremamente necessário que se promovam atividades diferenciadas, a partir de muita interação e ação e que levem em conta os interesses dos educandos e que também se valorize aquilo que eles conseguem fazer, construir. Na verdade, não adianta querer trabalhar conteúdos e mais conteúdos, pois a aprendizagem de deficientes mentais é mais lenta, as crianças precisam de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural portanto que enfrentem dificuldades na escola. No entanto, aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que não consigam aprender algumas coisas. Outro aspecto importante é a questão de socialização que precisa ser trabalhada. Por exemplo, em minha escola temos dois casos de crianças com deficiência que não estão incluidas no trabalho, não há atividades diferenciadas e eles estão ociosos e em função disso brigando, falando palavrões. è lamentável que isto ainda aconteça, mas é parte da realidade. Apesar do conhecimento que já se tem a respeito e das crianças suspeitas de portarem tal limitação, muitas pessoas ainda a consideram uma doença. Podemos detectar esse preconceito através da observação das atitudes sociais frente a essas crianças. Esses indivíduos provocavam de alguma maneira o afastamento do meio social, pois, aquilo que é diferente e desconhecido, é ameaçador.

terça-feira, 9 de junho de 2009

TRABALHANDO EM GRUPO

Continuo sentindo dificuldades em trabalhar em grupo a distância. Fui tentar participar do primeiro fórum e não dei conta de acompanhar o bate-papo de forma que me senti excluida. Sei da necessidade de aprender trabalhar em grupo por isso, estou disposta a me empenhar ao máximo para colaborar com o grupo. Mas sinto necessidade de expor o meu ponto de vista acerca dos encontros on-line ou presenciais para o desenvolvimento do mesmo.
Em relação ao grupo já conversamos e conseguimos nos entender. Como o nosso curso é a distância existem alguns aspectos que dificultam os encontros, um deles é a minha lentidão para manter conversas on-line, pue está aos poucos sendo superada. Para não me prejudicar em relação a isto, tenho utilizado com mais frequência o e-mail.