segunda-feira, 12 de abril de 2010

Respeitando as individualidades superando as dificuldades:

Continuo pensando, observando e refletindo muito seriamente sobre cada passo do plenejamento e este deve ser pensado visando atender os interesses e necessidades dos alunos, levando em conta os conhecimentos prévios e a realidade.O conhecimento não pode ser transmitido, simplesmente repassado para os nossos alunos, pois segundo Piaget é algo construído através de interações significativas dos alunos entre si e com o meio. A partir das minhas observações estou percebendo com muita clareza os efeitos da prática de trabalhos em grupos, que promovem a interação e daquelas que em que isto não ocorre. No trabalho em grupo, como está sendo o do projeto da elaboração do jornal da escola, por exemplo, onde cada grupo está buscando informações, fazendo as entrevistas, digitando e colaborando ativamente neste trabalho é um processo lento, mas muito produtivo. Penso que precisamos parar de querer "passar tanto conteúdo" aos nossos alunos e respeitar as etapas de desenvolvimento de cada um.
"Com certeza o planejamento é o instrumento que comptempla o sonho, o sonho que se tranforma em ação concreta assim que vai sendo executado."
Do acaso à intenção em estudos Sociais
Maria Aparecida Bergamaschi

segunda-feira, 22 de março de 2010

ReFlexão sobre o Início do Estágio

As aulas no município de Nova Hartz começaram no dia vinte e dois de fevereiro. E estou pensando o meu estágio bem antes desta data e com algumas práticas de trabalhos cooperativos, utilizando a tecnologias disponíveis na escola. Não temos acesso a internet, mas trabalhamos com fotos, digitações, desenhos dentro de um projeto inicial que pensei para prepará-los para o trabalho com PA. Não tenho dúvidas de que o computador e suas ferramentas é muito atrativo e desafiador, por isso, aos poucos estou percebendo oportunidades e aprendendo a utilizar estas tecnologias com meus alunos, e les precisam aprender o básico, como ocorreu comigo e talvez com outras colegas do curso: digitar, formatar textos, inserir fotos, desenhar, pesquisar, que aliás será um dos nossos próximos passos. Pois será aos poucos que irão se apropriando do uso das tecnologias, desenvolvendo a cada momento a autonomia e auto-confiança.



"Quem ensina, aprende ao ensinar; quem aprende, ensina ao aprender." (Paulo Freire).

quinta-feira, 4 de março de 2010

Trabalhando com Projeto de Aprendizagem

Revendo a proposta de elaboração de uma arquitetura pedagógica baseada em projeto aprendizagem, que foi construída pensado realizá-lo em uma turma de quarta série do ensino fundamental de oito anos /quinto ano do ensino fundamental de nove anos elaborei as seguintes considerações:
Justifica-se trabalhar com arquiteturas pedagógicas, que é o caso do Projeto de Aprendizagem, através do “pensar a aprendizagem como um trabalho artesanal, construído na vivência de experiências e na demanda de ação, interação e meta-reflexão do sujeito sobre os fatos, os objetos e o meio ambiente sócio-ecológico” (Kerckhove, 2003). Seus pressupostos curriculares compreendem pedagogias abertas capazes de acolher didáticas flexíveis, maleáveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos.

Introdução ao planejamento do Projeto de Aprendizagem:

Tendo em vista, a necessidade de conhecer e integrar os alunos da quarta série entre si, professores e todo ambiente escolar, bem como conhecê-los melhor, a sua realidade, necessidades cognitivas e expectativas, iniciei o ano letivo com o projeto: “valorizando a vida”. Ao meu ver este projeto está promovendo uma boa interação, retomando alguns conceitos básicos como o auto-conhecimento e valorização de suas potencialidades, resgatando a sua própria história, incentivando-os a autonomia, o respeito mútuo e a cooperação, através de vários momentos de trabalhos em grupo, como por exemplo, a confecção de cartazes coletivos sobre valores e atitudes que promovem e as que atrapalham a boa convivência, que foi elaborado pelos grupos, apresentados e ficaram expostos em sala de aula.
Pensei em iniciar o ano letivo com o projeto, valorizando a vida para prepará-los para o trabalho com PA.
Neste momento, levando em conta as Arquiteturas Pedagógicas construídas e a realidade da turma e da escola em que estão inseridas irei detalhar como pretendo trabalhar o PA.
Perfil da turma a ser construído:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Síntese do portfólio: desafios X aprendizagens

No dia de hoje passei algumas horas lendo e analisando a síntese do portfólio, bem como os portfólios analisados, para qualificar a síntese versão conforme comentários que as profesooras do seminário integrador me enviaram para qualificá-lo. Nestas novas interações percebi as aprendizagens que vão se processando aos poucos ao longo do curso PEAD. Sempre considerei estas análises bem desafiadoras/complexas, mas preciosas para minhas aprendizagens e igualmente importantes são para mim as intervenções das professoras neste processo.
Considero muitíssimo desafiador o trabalho do professor, e ser aluno deste curso me fez perceber isto. Precisamos estar sempre na busca de dar sentido ao trabalho que iremos realizar, ser mediadores, promovendo a construção de aprendizagens, fazendo todas as intervenções possíveis e necessárias para isto. É difícil este processo, exige comprometimento de todos, amor e dedicação.
Abaixo uma citação valiosa a este respeito:
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)
Penso que estamos sendo sujeitos desta educação e desejo que possamos ser agentes da realização desta que Piaget considera a principal meta da educação.
E me pergunto como fazer acontecer esta meta na educação?
Penso que ainda precisamos rever muitos conceitos, mas vale ressaltar que muitos de nós está comprometido e na busca de qualificação profissional, aos poucos e juntamente com toda a comunidade escolar iremos descobrindo, aprendendo e buscando soluções para as questões educacionais. Precisamos acreditar sempre que é possível mudanças e avanços.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Idéias Importantes Para o Desenvolvimento de Um Plano de Aula

Esta é parte de uma postagem minha no fórum de Linguagem E Educação. Este fórum para mim esta sendo algo bastante significativo, tendo em vista a minha preocupação com temática abordada e a necessidade de um entendimento maior a esse respeito.

\"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino\".
( Paulo Freire )

Algumas ideias dos textos trabalhados que considero importantes para o desenvolvimento de um plano de aula. Segundo Magda Soares, \"na sala de aula, na hora de a criança se alfabetizar, acontece tudo junto, todos esses aspectos estão presentes, simultaneamente.\" Penso que no momento em que estamos elaborando nosso planejamento, precisamos levar em conta \"a maneira como a criança aprende\", que segundo Piaget ocorre através de um processo de construção. Neste processo o professor deve valorizar ou promover atividades onde a oralidade, a leitura e a escrita sejam construídas simultâneamente. Outro aspecto que busco considerar é dar significado ao que está sendo trabalhado, realizando atividades a partir de alguma vivência, imagem, filme ou situação que possa motivar, despertar o interesse das crianças. Neste sentido quero ressaltar que estou aprendendo e melhorando a minha prática a partir do trabalho com projetos e tantas outras aprendizagens que estamos tendo nas várias interdisciplinas. Avaliando os meus planejamentos, percebo a necessidade de aperfeiçoá-los em muitos aspectos, sei que tenho muito a aprender e penso que estou trilhando o caminho mais coerente e buscando trabalhar a cada dia melhor.

ABAIXO OUTRA CITAÇÃO PERTINENTE:


\"O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas\".

( Jean Piage
t )


[Clique aqui para responder esta mensagem]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Reflexão Sobre Métodos de Alfabetização

Sempre considerei o processo de alfabetização e letramento um grande desafio, onde o professor precisa estar aberto a acolher a pluralidade de discursos acerca dos vários métodos existentes, aproveitando o que cada um tem de melhor e fazendo uso deles conforme a necessidade e lendo o texto, "Não Há Como Alfabetizar Sem "Métodos" de Yole Trindade, pude confirmar estas minhas crenças.
"Não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita."
E, também considero a importância do professor estar constantemente avaliando os efeitos da sua prática como sugere Yole Trindade.

Simone para responder a sua provocação: "a proposta de utilizar múltiplos métodos de alfabetização é válida também para a proposta de utilizar múltiplas propostas teóricas ao mesmo tempo para pensá-la?".
Respondendo este questionamento escrevi o seguinte;
Penso que é necessário o conhecimento destas multiplas propostas teóricas para que possamos melhorar a nossa prática e necessário também levar em conta o que vai dar bons resultados, ou seja, promover interações, intervenções e construção de aprendizagens e então, nos guiaremos por determinadas teorias, não serão todas que nos ajudarão no processo de ensino aprendizagem, mas o conhecimento nos levará a perceber isto. Abraços. é isso??
2 de março de 2010 14:32

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O Menino Selvagem

O Filme relata a história de um menino que vivia na selva e é encontrado por camponeses e pegado "a cachorro", tratado como um animal. Pela falta de convívio com outras pessoas, de educação, de fato ele tinha características parecidas, na sua postura, maneira de andar, de se alimentar, não demonstrava ter sensações de frio ou calor, nem dor, nem sentimentos da alegria, ou tristeza, enfim as suas atitudes eram pela sobrevivência, por exemplo, se se sentia ameaçado, se defendia mordendo.
Assistir este filme me fez perceber o quanto os alunos, (não apenas de inclusão) sofrem por serem sujeitos de processos de ensino aprendizagem que não comtemplam as diferenças. Infelizmente, apenas a boa vontade não promove a aprendizagem dos nossos alunos, precisamos de qaulificação, condições físicas e recursos que permitam um bom trabalho, que promoveria de fato a inclusão. Teremos que nos engajar na luta para que as leis sejam respeitadas/cumpridas e fazer a nossa parte com comprometimento, dedicação e confiança nas mudanças que se fazem necessárias na educação.