terça-feira, 9 de junho de 2009

Reflexão sobre o desenvolvimento moral

Após leitura e reflexão sobre o desenvolvimento moral segundo Piaget, confirmo as minhas crenças acerca da necessidade de se trabalhar valores nas nossas escolas, pois, nos deparamos com uma realidade onde os pais trabalham muito, não dedicam tempo para a educação dos filhos (e utilizam as mais variadas justificativas para isto) para ouvi-los, orientá-los e, então, o que esta acontecendo é que as crianças ficam sozinhas muitas vezes cuidando de seus irmãos ainda menores. E o que é pior aprendem na rua o que os pais não tem "tempo" para ensiná-los, e lamentavelmente em função disto estão por aí envolvidos com drogas, prostituição, desordens das mais diversas. E existem muitas leis que deveriam ser colocadas em prática para evitar estas incindências. Mas no município onde moro e trabalho, por exemplo, não temos nemhum tipo de projeto ou lazer que tire os jovens da rua. Muitos jovens estão se perdendo. Em nossa escola temos alunos de dez anos que já são usuários de drogas e que estão a fazer vandalismos pelo bairro. Pedimos socorro par o conselho tutelar e eles não tomaram nenhuma atitude a respeito, nem a mais simples que era conversar com os pais. Conversar com os pais nós já conversamos e eles também não fizeram nada. E, então, alguém precisa fazer alguma coisa e urgente. A nossa sociedade está violenta e se ninguém tomar uma atitude vai piorar a cada dia, em consequência da negligência com que são as crianças e adolescentes.

"Eduquem-se as crianças e não será preciso castigar os homens."

(Pitágoras)

Um comentário:

Simone disse...

Oi Márcia, como essa postagem está bastante ligada à postagem anterior, vou fazer um comentário conjunto aqui. Na postagem anterior destacas aspectos centrais da teoria piagetiana sobre o desenvolvimento moral. Nessa, trazes algumas reflexões sobre como percebes essa questão no teu contexto escolar. Pensando nesse quadro que descreveste, quais ações tu pensas que a escola poderia fazer além de conversar com a família? Tens idéia de alguma abordagem ou intervenção possível? Abração, Sibicca